“Inteligência artificial representa possibilidades enormes para o Brasil”, diz Joaquim Levy

“Inteligência artificial representa possibilidades enormes para o Brasil”, diz Joaquim Levy

 Economistas destacam papel da IA e das bioenergias como alavancas para a economia nacional em último painel da FenaBio

As mudanças geopolíticas no mundo abrem oportunidades importantes para as bioenergias brasileiras. Nesse cenário, antecipar as transformações e identificar novos caminhos para o desenvolvimento econômico torna-se um caminho importante para o Brasil. 

O último painel da FenaBio, nesta quinta-feira (13), reuniu Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica do Banco Safra, e Roberto Dumas Damas, estrategista econômico da Sicoob-COCRED, para discutir as perspectivas para o País diante desse novo contexto. 

Para os economistas, a transição energética em curso levará tempo para se consolidar. Até que isso ocorra, o País precisa se preparar para as transformações e buscar formas de agregar valor à sua produção. Um dos caminhos apontados durante o debate foi o uso da inteligência artificial. 

“A IA tem possibilidades enormes para tudo que tem a ver com a nossa produção pecuária e da agricultura. O Brasil tem capacidade de se organizar no curto prazo para avançar nisso”, defende Joaquim Levy. 

Ele citou como exemplo o cientista Demis Hassabis, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2024 pelo desenvolvimento do AlphaFold, sistema de inteligência artificial capaz de prever a estrutura tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos, contribuindo para avanços na pesquisa científica. 

Damas, por sua vez, destacou o potencial do Brasil para atrair investimentos chineses em bioenergias, como biometano, biogás e etanol. Segundo o economista, esse movimento pode ser favorecido pela expansão das tecnologias de eletrificação e hibridização no mercado automotivo chinês.