Acordo Mercosul-União Europeia abre novas perspectivas para a bioeconomia brasileira
Acordo Mercosul-União Europeia abre novas perspectivas para a bioeconomia brasileira
Painel na FenaBio discutiu caminhos para ampliar a presença dos biocombustíveis brasileiros na Europa
O avanço do Acordo Mercosul-União Europeia pode abrir novas oportunidades para a bioenergia brasileira, mas transformar esse potencial em acesso efetivo ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais, regulatórias e comerciais. O tema foi debatido nesta quarta-feira (12), no painel “Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades para as Bioenergias”, durante a programação da 2ª edição da FenaBio, realizada na 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP).
O encontro reuniu Adriana Dantas, especialista em comércio internacional do Lefosse Advogados, e Hugo Cagno, presidente de honra da Fenasucro & Agrocana 2026 e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP). A discussão abordou os impactos do acordo para o setor, as condições de acesso ao mercado europeu e o espaço dos biocombustíveis em uma agenda comercial cada vez mais vinculada à sustentabilidade.
Segundo Adriana, o acordo estabelece compromissos voltados a uma economia sustentável, cenário que abre oportunidades para os biocombustíveis brasileiros, embora o acesso ao mercado também dependa das regras internas da União Europeia.
“Os biocombustíveis se inserem no tipo de produto que o acordo quer privilegiar. Há oportunidades, mas precisamos olhar para a regulamentação interna da União Europeia para identificar de forma concreta quais delas existem para o setor de bioenergia e biocombustíveis”, explicou.
Bioenergia no mercado internacional
Na avaliação de Cagno, a aproximação comercial é positiva para um setor que busca ampliar a presença internacional dos biocombustíveis brasileiros. “Todo acordo que a gente tem feito em nível mundial engrandece o Brasil. Para o setor é muito bom, porque queremos que o mundo inteiro se conecte na bioenergia e somos um dos maiores produtores. Quanto mais relacionamento tivermos, melhor”, afirmou.
Cagno também defendeu que a experiência brasileira em sustentabilidade seja reconhecida nas relações comerciais internacionais. “A Europa tem muitas barreiras em cima da gente. Eles precisam aprender a enxergar o Brasil de verdade”, disse.
