Bioenergia amplia contribuição econômica e energética do Brasil
A bioenergia vem ampliando sua participação na economia e na matriz energética brasileira. Na safra 2025/2026, o país produziu cerca de 36 bilhões de litros de etanol, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).
Esse avanço também aparece no comércio exterior. Entre abril de 2025 e março de 2026, as exportações de açúcar e etanol somaram mais de US$ 14 bilhões, resultado que colocou o setor sucroenergético na quarta posição entre os maiores segmentos exportadores do agronegócio nacional.
A perspectiva é de novo impulso a partir de 1º de agosto de 2026, quando a mistura de etanol anidro na gasolina passará para 32%. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve elevar a demanda pelo biocombustível em 1 bilhão de litros por ano. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o E32 pode reduzir em cerca de 450 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina.
Novas frentes
O crescimento do setor não se limita ao etanol. O aproveitamento de matérias-primas agrícolas e resíduos industriais também amplia a oferta de biogás, biometano, combustível sustentável de aviação, bioeletricidade e outros bioprodutos. Essa diversificação contribui para reduzir emissões, reforçar a segurança do abastecimento e gerar desenvolvimento em diferentes regiões do país.
Para Hugo Cagno Filho, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP) e presidente de honra da Fenasucro & Agrocana em 2026, a bioenergia passou a ocupar uma posição estratégica nas políticas de descarbonização, segurança energética e desenvolvimento econômico do Brasil
Credenciamento e vendas FenaBio
O credenciamento para a 32ª Fenasucro & Agrocana, gratuito e destinado a visitantes, assessorias e imprensa está aberto e pode ser realizado por meio do site oficial do evento. Também estão disponíveis os ingressos para a 2ª edição da FenaBio, que podem ser adquiridos neste link.
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